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Como tratamos a lesão do ligamento colateral medial?

Postado em: 04/09/2023

Conteúdo revisado por Dr. Luiz Gabriel Betoni Guglielmetti, CRM SP 117180, ortopedista com foco em cirurgia do joelho.

Como tratamos a lesão do ligamento colateral medial?

Atualizado em julho de 2026.

O ligamento colateral medial (LCM) é uma estrutura de colágeno que conecta o fêmur à tíbia, com a função de auxiliar na estabilidade do joelho, impedindo que a articulação deforme para dentro (valgo). Diferente do ligamento cruzado anterior, uma vez lesionado, o LCM tem boa capacidade de cicatrização.

O que causa a lesão do ligamento colateral medial?

O mecanismo de rompimento costuma envolver torções do joelho, sendo a mais frequente aquela em que o pé fica fixo ao solo, por desequilíbrio ou por força aplicada na parte lateral externa do joelho, levando a articulação para dentro, em direção ao outro joelho. Esse é o ligamento mais lesionado do joelho, mas, justamente por muitas vezes se tratar de lesão pouco grave, uma parcela significativa dos casos nem chega a ser diagnosticada, já que o paciente acaba não procurando atendimento médico.

O quadro pode acompanhar lesões de outros ligamentos, e nesses casos é possível encontrar instabilidades mais importantes e de maior gravidade.

Quais os sintomas de quem rompe o ligamento colateral medial?

No momento da lesão, a pessoa sente dor na face interna (medial) do joelho, geralmente sem inchaço dentro da articulação, apenas na região afetada. Em lesões leves ou parciais, o paciente costuma conseguir andar e, por vezes, nem procura ajuda médica de imediato. Devido à boa capacidade de cicatrização desse ligamento, após quatro a seis semanas a dor costuma desaparecer quase completamente, sem deixar sintomas.

Nos casos mais graves, com instabilidade importante, a pessoa sente o joelho “entortar para dentro” no momento do apoio da marcha. Como esses casos costumam estar associados a lesões de outros ligamentos, os sintomas dependem também de quais outras estruturas estão envolvidas, geralmente o ligamento cruzado anterior e/ou o ligamento cruzado posterior.

Como é o tratamento? Sempre precisa de cirurgia?

Não. Por se tratar de uma estrutura com boa capacidade de cicatrização natural, o tratamento na grande maioria dos casos não necessita de cirurgia. O joelho permanece imobilizado em extensão por quatro a seis semanas, e após esse período de cicatrização inicia-se a reabilitação com fisioterapia, com foco em recuperar amplitude de movimento e força muscular.

Nos casos com instabilidade importante, o tratamento cirúrgico é o mais indicado, com reconstrução do LCM utilizando outro tendão do próprio paciente como enxerto. Essa cirurgia geralmente é acompanhada da reconstrução do ligamento cruzado anterior e/ou posterior, quando também estão lesionados, e exige um período de imobilização de cerca de seis semanas seguido de fisioterapia prolongada, em torno de seis meses.

Como diferenciar um caso que precisa de cirurgia de um que não precisa?

O principal critério é a presença ou ausência de instabilidade relevante durante o exame físico, avaliada pelo ortopedista por meio de manobras específicas que testam o grau de abertura do joelho no lado interno. Lesões isoladas do LCM, mesmo as mais graves, costumam responder bem ao tratamento não cirúrgico, dado o bom potencial de cicatrização da estrutura. Já lesões combinadas com outros ligamentos tendem a exigir avaliação mais cuidadosa sobre a necessidade de reconstrução cirúrgica.

Perguntas frequentes

É possível não perceber que rompeu o LCM?

Sim. Em lesões leves ou parciais, a dor pode ser discreta e melhorar sozinha, o que faz com que muitos casos nunca sejam diagnosticados formalmente.

A lesão do LCM sempre vem acompanhada de lesão de outros ligamentos?

Não. A maioria das lesões do LCM é isolada. As lesões combinadas com o ligamento cruzado anterior ou posterior costumam ocorrer em traumas de maior energia.

Quanto tempo leva a recuperação sem cirurgia?

Em geral, entre quatro e seis semanas de imobilização, seguidas de um período de fisioterapia até a recuperação completa da força e da amplitude de movimento.

Avaliação de lesão do ligamento colateral medial com o Dr. Luiz Gabriel

Identificar o grau de instabilidade da lesão do LCM é o que define se o tratamento pode ser conservador ou se a cirurgia é necessária.

Se você sofreu uma torção no joelho e sente dor na parte interna da articulação, agende uma avaliação para confirmar o diagnóstico e definir o tratamento mais adequado ao seu caso.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.


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