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Osteocondrite dissecante no joelho

Postado em: 31/01/2024

Conteúdo revisado por Dr. Luiz Gabriel Betoni Guglielmetti, CRM SP 117180, ortopedista com foco em cirurgia do joelho.

Osteocondrite dissecante no joelho

Atualizado em 29 de julho de 2026.

A osteocondrite dissecante é uma condição que afeta o osso logo abaixo da cartilagem do joelho, na região chamada osso subcondral. Quando o suprimento de sangue para essa área diminui, um fragmento de osso e cartilagem pode se soltar parcial ou totalmente, causando dor, inchaço e, em alguns casos, travamento da articulação.

A condição atinge principalmente crianças e adolescentes em fase de crescimento, quadro chamado de osteocondrite dissecante juvenil, mas também pode acontecer em adultos jovens, quando é chamada de osteocondrite dissecante do adulto. As duas formas têm causas semelhantes, mas o potencial de cicatrização espontânea é maior na infância e na adolescência, período em que o osso ainda está em desenvolvimento.

O que causa a osteocondrite dissecante

A causa exata ainda não é totalmente esclarecida, mas a explicação mais aceita envolve microtraumas repetitivos que comprometem o suprimento sanguíneo de uma pequena área do osso subcondral. Crianças e adolescentes que praticam esportes com impacto repetitivo no joelho, como corrida, futebol e ginástica, têm maior propensão a desenvolver o quadro. Fatores genéticos e alterações no alinhamento do joelho também podem contribuir para o surgimento da lesão.

Sintomas da osteocondrite dissecante

Nas fases iniciais, os sintomas costumam ser discretos e inespecíficos, o que atrasa o diagnóstico em muitos casos. Os sinais mais comuns incluem dor durante ou após a atividade física, inchaço leve na articulação e sensação de rigidez após períodos de repouso.

Quando o fragmento de osso e cartilagem se solta parcialmente ou por completo, formando o que chamamos de corpo livre dentro da articulação, os sintomas mudam de caráter. Nessa fase, é comum o relato de travamento do joelho, sensação de que algo se desloca dentro da articulação e episódios de falseio, quando o joelho parece ceder durante a caminhada.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da osteocondrite dissecante começa pela avaliação clínica, com exame físico detalhado do joelho e levantamento do histórico de dor e limitação funcional. A radiografia costuma ser o primeiro exame solicitado, pois permite identificar a lesão na maioria dos casos e avaliar sua localização.

A ressonância magnética é o exame mais indicado para classificar o estágio da lesão, avaliar a estabilidade do fragmento e verificar se há líquido entre o fragmento e o osso saudável, sinal que costuma indicar maior instabilidade. Essa classificação por estágio orienta diretamente a escolha do tratamento mais adequado para cada caso.

Tratamento não cirúrgico

Em crianças e adolescentes com lesões estáveis e placas de crescimento ainda abertas, o tratamento inicial costuma ser não cirúrgico. Essa abordagem envolve restrição de atividades de impacto, uso eventual de muletas para reduzir a sobrecarga na articulação e fisioterapia orientada para manter a força muscular sem agravar a lesão.

O acompanhamento é feito por meio de exames de imagem periódicos, que permitem avaliar se o fragmento está cicatrizando. Esse processo pode levar de alguns meses a mais de um ano, dependendo da idade do paciente e da extensão da lesão.

Quando a cirurgia é indicada

A cirurgia é considerada quando a lesão é instável, quando já existe um fragmento solto dentro da articulação ou quando o tratamento não cirúrgico não trouxe melhora após o período adequado de observação. As técnicas cirúrgicas variam conforme o caso: perfurações no osso para estimular a formação de novos vasos sanguíneos e favorecer a cicatrização, fixação do fragmento com parafusos ou pinos quando ele ainda tem boa qualidade óssea, ou retirada do fragmento associada a técnicas de reparação da cartilagem quando a preservação não é mais possível.

Diferenças entre a osteocondrite dissecante juvenil e a do adulto

Na osteocondrite dissecante juvenil, o osso ainda está em fase de crescimento e conta com maior capacidade de regeneração, o que torna o tratamento conservador uma alternativa viável na maioria dos casos. Já na osteocondrite dissecante do adulto, o fechamento das placas de crescimento reduz esse potencial de cicatrização espontânea, tornando mais comum a necessidade de intervenção cirúrgica para estabilizar o fragmento ou tratar a lesão de cartilagem resultante.

Perguntas frequentes

A osteocondrite dissecante tem cura?

Em muitos casos na infância e adolescência, sim, principalmente quando a lesão é identificada precocemente e tratada de forma não cirúrgica. Em adultos ou lesões mais avançadas, o tratamento cirúrgico costuma trazer bons resultados funcionais, mas exige acompanhamento contínuo.

Quais são os primeiros sintomas da osteocondrite dissecante?

Dor durante ou após atividade física, inchaço leve e rigidez após repouso costumam ser os sinais iniciais. Com a evolução da lesão, podem surgir travamento do joelho e sensação de instabilidade.

A osteocondrite dissecante é a mesma coisa que osteocondrose?

Não. A osteocondrite dissecante envolve o descolamento de um fragmento de osso e cartilagem, enquanto o termo osteocondrose se refere a alterações no crescimento e ossificação em outras regiões, com mecanismos distintos.

Avaliação da osteocondrite dissecante com o Dr. Luiz Gabriel

Quem apresenta dor persistente, travamento ou instabilidade no joelho pode passar por avaliação com Dr. Luiz Gabriel Betoni Guglielmetti, CRM SP 117180, ortopedista com foco em cirurgia do joelho. A avaliação combina exame físico e exames de imagem para classificar o estágio da lesão e definir entre acompanhamento clínico e tratamento cirúrgico.

Quanto mais cedo a osteocondrite dissecante é identificada, maior tende a ser o potencial de cicatrização, especialmente em crianças e adolescentes ainda em fase de crescimento. Agende uma avaliação para entender o estágio da lesão no seu caso.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.


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