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O que esperar após a cirurgia do LCA

Postado em: 08/09/2025

Conteúdo revisado por Dr. Luiz Gabriel Betoni Guglielmetti, CRM SP 117180, ortopedista com foco em cirurgia do joelho.

O que esperar após a cirurgia do LCA

Atualizado em 29 de julho de 2026.

A cirurgia do LCA é um passo importante para quem sofreu lesão do ligamento cruzado anterior, especialmente pessoas ativas e praticantes de esporte. Mas o resultado do procedimento depende tanto da técnica cirúrgica quanto da reabilitação, que exige comprometimento, paciência e acompanhamento ao longo de meses.

Saber o que esperar em cada fase ajuda a manter a adesão ao protocolo e a reconhecer se a evolução está dentro do previsto. Abaixo, as etapas da recuperação em detalhe.

Os primeiros três meses após a cirurgia do LCA

Nos primeiros três meses, o objetivo é controlar a dor e o inchaço, recuperar a mobilidade, ativar o quadríceps e proteger o enxerto.

Nas primeiras quatro semanas, o paciente utiliza muletas e realiza exercícios leves supervisionados desde o primeiro ou segundo dia após a cirurgia. A meta é atingir 90 graus de flexão até a segunda semana e 120 graus até a quarta. Compressas de gelo, elevação do joelho e mobilidade do tornozelo são parte da rotina nesse estágio.

No segundo mês, avança-se no ganho de amplitude de movimento, chegando a cerca de 135 graus, com início de bicicleta ergométrica sem resistência e fortalecimento dos principais grupos musculares, sempre respeitando o controle neuromuscular e sem forçar o joelho.

Já no terceiro mês, o foco é aumentar a força muscular, melhorar a marcha e iniciar atividades funcionais. Exercícios como leg press, agachamentos, ponte e treinos proprioceptivos em superfícies instáveis passam a ser introduzidos com mais intensidade. Corrida leve pode ser liberada ao fim do terceiro mês, conforme a evolução da musculatura e a resposta individual. Atividades esportivas com mudança de direção seguem contraindicadas nessa fase.

De três a seis meses após a cirurgia

Nesse intervalo, o enxerto passa pelo processo de ligamentização, quando o tecido transplantado adquire progressivamente características de ligamento. É o momento de consolidar força e preparar o corpo para demandas maiores.

Corridas de maior intensidade, saltos unilaterais e exercícios funcionais mais exigentes podem ser introduzidos. Os circuitos passam a envolver deslocamentos, variações de ritmo e agilidade. A referência nesse período é alcançar força simétrica de pelo menos 85% em comparação à perna não operada.

A partir do sexto mês, começa a fase de transição para o esporte, com cortes em V, aceleração e desaceleração, saltos com aterrissagem controlada e simulações de jogo com baixa imprevisibilidade. A musculatura deve estar simétrica, com mínimo de 90%, e o equilíbrio dinâmico é avaliado com testes como Y-Balance e hop tests.

O apoio psicológico ganha espaço nessa etapa, porque muitos pacientes precisam recuperar a confiança no joelho antes de voltar à competição, mesmo com a musculatura já recuperada.

Depois de seis meses

Entre o oitavo e o nono mês, quando os critérios são atingidos, ausência de dor, sem inchaço, boa qualidade de movimento, força simétrica e maturidade emocional para o esporte, o retorno completo às atividades competitivas pode ser liberado.

Nessa etapa, o paciente pode treinar com o time, participar de treinos com contato leve e executar mudanças de direção em alta velocidade. A liberação é sempre individual e condicionada aos critérios funcionais, não apenas ao tempo decorrido desde a cirurgia.

O que mais influencia o resultado

O acompanhamento próximo do ortopedista e de uma equipe de fisioterapia ao longo de todas as fases, e não apenas nas primeiras semanas, é o que permite ajustar o protocolo no ritmo de cada paciente. Metas definidas e reavaliação periódica reduzem o risco de avançar etapas antes do tempo, que é uma das causas mais comuns de nova lesão.

Se quiser entender melhor o desconforto esperado no pós-operatório imediato, veja o conteúdo sobre dores comuns após a cirurgia do ligamento cruzado anterior. Para as dúvidas sobre o que compõe o investimento no procedimento, veja quanto custa a cirurgia do ligamento cruzado anterior e o que influencia no valor.

Perguntas frequentes

Quando posso voltar a correr depois da cirurgia do LCA?

Corrida leve costuma ser liberada ao fim do terceiro mês, dependendo do ganho de força muscular e da resposta individual. Corridas mais intensas entram entre o terceiro e o sexto mês.

Quanto tempo até voltar ao esporte competitivo?

Em geral entre o oitavo e o nono mês, condicionado a critérios objetivos: ausência de dor e inchaço, força simétrica de pelo menos 90% e bom controle de movimento nos testes funcionais.

Por quanto tempo uso muletas?

O uso costuma se concentrar nas primeiras quatro semanas, com progressão conforme a recuperação da marcha e a orientação da equipe.

O que mais atrasa a recuperação?

Interromper a fisioterapia, avançar etapas antes de atingir os critérios de força e retomar atividades de mudança de direção precocemente são os fatores mais frequentes.

Acompanhamento da recuperação com o Dr. Luiz Gabriel

Quem passou ou vai passar por cirurgia do LCA pode contar com acompanhamento de Dr. Luiz Gabriel Betoni Guglielmetti, CRM SP 117180, ortopedista com foco em cirurgia do joelho, ao longo de todas as fases da reabilitação, com atendimento no Brooklin e no Jardim Paulista, em São Paulo.

A avaliação periódica define quando cada etapa pode avançar, com base em critérios de força e controle de movimento, e não apenas no tempo desde a cirurgia. Agende uma avaliação para planejar sua recuperação.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.


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