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Os tendões quadriceptal e patelar são estruturas de colágeno que conectam o músculo ao osso. 

O mecanismo extensor é o “motor” que faz você chutar e andar. Lesões aqui variam desde inflamações crônicas até a ruptura súbita que impede o caminhar.

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Anatomia: Diferença entre tendão patelar e quadríceps

Os tendões quadriceptal e patelar são estruturas de colágeno que conectam o músculo ao osso. 

O tendão do quadríceps conecta o músculo quadríceps à patela, e o tendão patelar conecta a patela à tíbia. São componentes do mecanismo extensor do joelho, portanto atuam estendendo (esticando) o joelho. 

Por conectarem o quadríceps, que é a união de quatro músculos volumosos, sofrem alta tensão durante o caminhar, correr e agachar.

As lesões do tendão patelar e do tendão quadriceptal afetam diretamente a função do joelho e podem comprometer desde atividades esportivas até movimentos simples do dia a dia. Essas estruturas fazem parte do mecanismo extensor do joelho, essencial para caminhar, subir escadas, correr e saltar. 

O tendão quadriceptal fica localizado acima da rótula (patela) e conecta o músculo quadríceps ao joelho. Suas rupturas são mais comuns em pessoas acima dos 40 anos, geralmente associadas a degeneração do tendão, doenças metabólicas ou uso prolongado de medicamentos como corticoides.

Já o tendão patelar está situado abaixo da rótula, ligando a patela à tíbia. Ele é frequentemente acometido em atletas jovens, principalmente aqueles que praticam esportes com saltos repetidos, como futebol, basquete e vôlei. A sobrecarga contínua pode levar tanto à inflamação quanto à ruptura do tendão patelar.

Enquanto a tendinite é um processo inflamatório geralmente tratável sem cirurgia, a ruptura do tendão é uma emergência ortopédica que exige reparo cirúrgico.

O que causa a lesão desses tendões?

Os tendões sofrem lesões normalmente quando já possuem previamente algum processo inflamatório e/ou degenerativo. Geralmente são processos degenerativos antigos, que em uma situação de tensão da musculatura, acaba rompendo o tendão.

Costumam ocorrer durante contrações musculares excêntricas intensas, por exemplo ao aterrizar de salto em velocidade. Em algumas situações, os tendões quando já muito comprometidos, podem romper mesmo durante contrações musculares de baixa intensidade.

Em jovens, fatores que podem estar associados a estas lesões são o uso de anabolizantes ou infiltrações prévias de corticoesteróides que tiveram contato com o tecido do tendão.

Outro detalhe importante é a idade que estas lesões ocorrem: o tendão patelar costuma romper em pessoas com menos de 40 anos de idade; já o tendão quadriceptal, costuma romper em pessoas acima dos 40 anos de idade.

Tendinite patelar (“jumper’s knee”)

A tendinite patelar, também conhecida como jumper’s knee, é um quadro inflamatório causado por sobrecarga repetitiva do tendão. O sintoma mais comum é dor na parte inferior da patela, que piora ao saltar, correr, agachar ou descer escadas.

O tratamento é, na maioria dos casos, conservador. A fisioterapia é a base do cuidado, com foco em fortalecimento excêntrico, correção biomecânica e controle da carga esportiva. Em situações selecionadas, podem ser utilizados recursos como ondas de choque e PRP (plasma rico em plaquetas) para estimular a cicatrização do tendão e reduzir a dor.

Ruptura do tendão: uma urgência ortopédica

A ruptura do tendão patelar ou do tendão quadriceptal é uma condição grave e considerada uma urgência ortopédica. O paciente costuma relatar um estalo súbito, seguido de dor intensa, inchaço e dificuldade imediata para andar.

Um sinal clássico é a presença de um “buraco” palpável acima ou abaixo da patela, além da incapacidade de levantar a perna esticada, indicando falha completa do mecanismo extensor do joelho. Nesses casos, o tratamento cirúrgico é praticamente sempre indicado.

Como é a cirurgia de reparo

Lesões incompletas, sem perda da capacidade de estender o joelho, não necessitam de cirurgia. 

Porém as rupturas completas, tanto do tendão quadriceptal, como do tendão patelar, exigem o tratamento cirúrgico. Lesões recentes, em tendões com boa qualidade tecidual, basta realizar a sutura do tecido ou reinserção do tendão ao osso em questão (patela ou tíbia). 

Já nos casos em que a lesão ocorreu há alguns meses ou anos, e nos casos em que o tendão apresenta processo degenerativo extenso, com má qualidade tecidual, é indicado a realização de alguma técnica de reforço, como a utilização de tendões de outras partes do corpo ou de cadáveres como enxerto, para reforçar a sutura ou reinserção realizada.

O tempo é um fator crítico: quanto mais precoce o reparo, menor o risco de retração do tendão e melhores os resultados funcionais. Após a cirurgia, o paciente passa por um período de imobilização controlada, seguido de fisioterapia progressiva para recuperar força e mobilidade.

O que precisa fazer após a cirurgia?

Deve-se proteger o tendão reparado ou reconstruído com imobilização, por 4 a 6 semanas, dependendo do resultado obtido no momento da cirurgia. A retirada da imobilização com manipulação suave na fisioterapia é indicada.

O momento para iniciar a mobilização passiva depende da opção do cirurgião e do resultado obtido no momento da cirurgia com a técnica escolhida. 

É importante que o fisioterapeuta tenha experiência e conhecimento dos protocolos de reabilitação para uma boa recuperação e para não ocasionar lesões no tendão operado. Após 2 meses da cirurgia, o tendão já está num período adiantado de cicatrização, e pode-se intensificar o ganho de mobilidade e o fortalecimento. 

Com 3 meses da cirurgia, intensifica-se o treino proprioceptivo, e no momento que força e capacidade proprioceptiva estiverem adequados e equilibrados em relação ao outro membro inferior (por volta do quarto mês), o paciente está apto a retornar às suas atividades esportivas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Sim. A inflamação crônica enfraquece o tendão e, se não tratada adequadamente — especialmente com uso inadequado de corticoides —, pode evoluir para ruptura.

A recuperação costuma levar 4 a 6 meses, dependendo da gravidade da lesão, do tipo de reparo e da adesão à fisioterapia.