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Ligamento cruzado anterior: tratamento sem cirurgia

Postado em: 10/05/2024

Ligamento cruzado anterior: tratamento sem cirurgia

Você sabe como é o tratamento sem cirurgia para a lesão do ligamento cruzado anterior?

Este ligamento rompe em torções do joelho, ocasionadas em situações acidentais como pisadas em buracos, escorregões em piso liso, quedas de bicicletas, motos, skates, entre outras. 

Também ocorre durante atividades esportivas por trauma direto ou por fadiga muscular, a exemplo do final de partidas, quando o indivíduo já está cansado e acaba torcendo o joelho por falta de força da musculatura para estabilizar a articulação em determinado movimento. Existem, portanto, duas formas de reduzir o risco de uma nova torção:

1. Diminuir o risco de acidentes, evitando atividades em terrenos muito irregulares e pisos escorregadios, e usando veículos como motos e bicicletas com cuidado.

2. Preparar a musculatura e a propriocepção (equilíbrio inconsciente) dos membros inferiores para as atividades praticadas no dia a dia.

Esse segundo ponto é a base do tratamento não cirúrgico da lesão do LCA. O mais recomendado é iniciar o fortalecimento e o treino proprioceptivo com um fisioterapeuta, seguindo depois com exercícios regulares para manter os ganhos obtidos.

Como o corpo compensa a ausência do ligamento

O ligamento cruzado anterior tem a função de impedir que a tíbia deslize demais para a frente em relação ao fêmur, além de dar estabilidade rotacional ao joelho. Quando ele se rompe e o tratamento escolhido é sem cirurgia, essa contenção mecânica precisa ser parcialmente substituída pelo controle muscular ativo.

Na prática, isso significa que o quadríceps, os músculos posteriores da coxa e a musculatura estabilizadora do quadril passam a assumir parte do trabalho de manter a articulação no lugar durante o movimento. É por isso que o fortalecimento muscular não é apenas um complemento no tratamento conservador: ele é o mecanismo central que substitui, de forma imperfeita, a função que o ligamento perdeu.

Como funciona o tratamento conservador na prática

O tratamento sem cirurgia costuma seguir algumas etapas. Primeiro, o controle da dor e do inchaço na fase aguda, com repouso relativo e, quando indicado, uso de anti-inflamatórios. Em seguida, entra o trabalho de fisioterapia voltado ao fortalecimento do quadríceps e da musculatura posterior da coxa, que assumem parte da função de estabilização que o ligamento lesionado deixou de exercer.

Paralelamente, o treino proprioceptivo trabalha o equilíbrio e a resposta automática da musculatura a mudanças de direção e superfícies instáveis, reduzindo a chance de o joelho “falhar” durante atividades do cotidiano ou da prática esportiva. Esse processo costuma levar alguns meses e exige acompanhamento regular para ajustar a evolução dos exercícios.

Qual o perfil de paciente que costuma responder bem

O tratamento sem cirurgia tende a funcionar melhor em pessoas com baixa demanda funcional para o joelho, ou seja, que não praticam esportes com mudança brusca de direção, como futebol, basquete ou vôlei. Também costuma ser uma opção viável para pacientes mais velhos e menos ativos fisicamente, cuja rotina não exige o mesmo nível de estabilidade articular exigido por um atleta.

Já quem pretende manter ou retomar esportes de alto desempenho com essas características costuma apresentar mais episódios de instabilidade ao longo do tempo, mesmo com boa adesão à fisioterapia, o que reforça a importância de discutir as expectativas realistas do tratamento com o ortopedista antes de escolher esse caminho.

Quando reavaliar a opção sem cirurgia

Nem todo caso de lesão do LCA responde bem ao tratamento conservador. Pessoas com alta demanda esportiva, principalmente em modalidades que exigem mudanças bruscas de direção, tendem a manter sensação de instabilidade mesmo após o fortalecimento muscular. Episódios recorrentes de o joelho “falsear” ou travar são sinais de que vale reavaliar o caso com o ortopedista, já que instabilidade persistente aumenta o risco de lesões associadas nos meniscos e na cartilagem.

A decisão entre seguir sem cirurgia ou avançar para o tratamento cirúrgico depende do nível de instabilidade, da idade, do tipo de atividade física praticada e da resposta à fisioterapia, sendo sempre individualizada.

Para avaliar seu caso e definir se o tratamento sem cirurgia é indicado, entre em contato pelo WhatsApp.

Dr. Luiz Gabriel Guglielmetti
Ortopedista de Joelho
CRM-SP: 117180

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação presencial com um ortopedista.

Leia também: Impacto da lesão do ligamento cruzado anterior e lesão do menisco


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