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Dispositivos de fixação do enxerto do ligamento cruzado anterior

Postado em: 10/04/2023

Conteúdo revisado por Dr. Luiz Gabriel Betoni Guglielmetti, CRM SP 117180, ortopedista com foco em cirurgia do joelho.

Dispositivos de fixação do enxerto do ligamento cruzado anterior

Atualizado em julho de 2026.

Uma vez rompido o LCA, o joelho fica instável, porque o potencial de cicatrização do ligamento é baixo. Por isso, na cirurgia é confeccionado um novo ligamento, usando tendões do próprio paciente: os restos do ligamento rompido são retirados, e no lugar é colocado o novo enxerto. Embora semelhante ao original, esse novo ligamento não é idêntico, mas o resultado da cirurgia costuma ser excelente, devolvendo estabilidade ao joelho por meio de um procedimento realizado por vídeo, a artroscopia, com incisões mínimas.

Como o enxerto é posicionado e fixado

O novo ligamento é passado por dentro de dois túneis ósseos, um no fêmur e outro na tíbia, e fixado com dispositivos próprios para essa finalidade. Essa fixação é provisória: entre dois e três meses após a cirurgia, o osso cresce dentro dos túneis, fixando o enxerto de forma definitiva. Por isso, os dispositivos de fixação não precisam ser retirados posteriormente.

Quais são os tipos de dispositivos de fixação?

Os dispositivos de fixação do enxerto podem ser classificados em três categorias. Na fixação por suspensão, o enxerto fica suspenso no dispositivo, como ocorre com o parafuso transverso e os endo-buttons. Na fixação por compressão, o enxerto é comprimido contra a parede do túnel ósseo, técnica utilizada pelo parafuso de interferência. Já na fixação por expansão, parafusos transversos expandem o volume do túnel, fixando o enxerto pela pressão contra as paredes.

Existe um dispositivo melhor que os outros?

Existem diversos estudos comparando esses dispositivos, e atualmente os resultados indicam função e desfechos semelhantes entre os diferentes tipos disponíveis no mercado, quando bem indicados e corretamente utilizados. A escolha do dispositivo costuma considerar fatores como a qualidade óssea do paciente, o tipo de enxerto utilizado e a experiência do cirurgião com cada técnica, mais do que uma superioridade isolada de um dispositivo sobre outro.

Por que essa escolha é individualizada?

Cada paciente tem características anatômicas próprias, como a qualidade e densidade óssea nos túneis do fêmur e da tíbia, que podem favorecer um tipo de fixação em detrimento de outro. Pacientes mais jovens e com boa qualidade óssea costumam ter mais flexibilidade de escolha, enquanto casos com particularidades ósseas podem exigir uma técnica específica para garantir uma fixação inicial segura até a consolidação óssea definitiva.

Como é avaliada a qualidade óssea antes da escolha do dispositivo?

Antes da cirurgia, exames de imagem ajudam a estimar a qualidade e a densidade óssea do paciente nas regiões onde os túneis serão perfurados. Pacientes mais jovens costumam ter osso mais denso, o que amplia as opções de fixação disponíveis, enquanto pacientes com osteopenia ou outras condições que afetam a densidade óssea podem exigir dispositivos específicos, capazes de garantir fixação inicial segura mesmo em osso de qualidade reduzida.

Cuidados na reabilitação relacionados à fixação do enxerto

Nas primeiras semanas após a cirurgia, o enxerto ainda depende da fixação mecânica dos dispositivos, já que a consolidação óssea definitiva leva alguns meses para ocorrer. Por isso, a progressão da carga e dos exercícios de fortalecimento segue um cronograma gradual, orientado pela fisioterapia, para não sobrecarregar a fixação antes que o osso tenha crescido o suficiente dentro dos túneis.

Perguntas frequentes

O dispositivo de fixação pode causar alergia ou rejeição?

É raro. Os materiais utilizados atualmente têm boa biocompatibilidade, e reações adversas relacionadas especificamente ao dispositivo são pouco frequentes.

É possível fazer ressonância magnética com esses dispositivos no joelho?

Na maioria dos casos, sim. Os materiais modernos costumam ser compatíveis com exames de imagem, mas isso deve ser confirmado com a equipe médica considerando o dispositivo específico utilizado.

O tipo de dispositivo influencia no tempo de recuperação?

Não de forma relevante. O tempo de recuperação depende muito mais do processo biológico de integração do enxerto e do programa de reabilitação do que do tipo específico de dispositivo de fixação utilizado.

Avaliação para cirurgia do LCA com o Dr. Luiz Gabriel

A escolha do dispositivo de fixação é uma decisão técnica que faz parte do planejamento cirúrgico individualizado de cada reconstrução do ligamento cruzado anterior.

Se você tem lesão do LCA e quer entender em detalhe como é feito o planejamento da cirurgia no seu caso, agende uma avaliação para conversarmos sobre a técnica mais adequada para você.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.


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