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Qual o melhor enxerto para a cirurgia do LCA?

Postado em: 17/04/2023

Conteúdo revisado por Dr. Luiz Gabriel Betoni Guglielmetti, CRM SP 117180, ortopedista com foco em cirurgia do joelho.

Qual o melhor enxerto para a cirurgia do ligamento cruzado anterior

Atualizado em 29 de julho de 2026.

A cirurgia do ligamento cruzado anterior foi indicada, e uma das primeiras perguntas costuma ser sobre o enxerto: qual é o melhor e como essa escolha é feita.

Quais são os tipos de enxerto para a cirurgia do LCA?

Os enxertos autólogos, feitos com tecido do próprio paciente, são os mais usados: tendão patelar, tendões flexores (semitendíneo e grácil) e tendão quadriceptal. Existe também o enxerto homólogo, obtido de banco de tecido. A escolha entre eles considera idade, nível de atividade física e o esporte praticado.

Quais as vantagens e desvantagens de cada enxerto autólogo?

O tendão patelar tem fixação óssea rígida dos dois lados e boa resistência, mas está mais associado a dor na região anterior do joelho ao ajoelhar. Os tendões flexores geram menos dor na região doadora e uma cicatriz menor, embora alguns estudos apontem discreta diferença de resistência inicial em comparação ao patelar. O tendão quadriceptal, cada vez mais usado, oferece maior espessura e boa resistência, com uma curva de aprendizado cirúrgica um pouco mais recente em relação aos outros dois.

Enxerto autólogo ou homólogo: qual a diferença?

Estudos científicos mostram resultados semelhantes entre os enxertos autólogos, mas apontam uma discreta superioridade do autólogo em relação ao homólogo quanto à taxa de falha da cirurgia. Isso acontece porque o enxerto homólogo passa por processos de preparo e armazenamento que alteram levemente suas propriedades biológicas. Ainda assim, as diferenças são pequenas, e alguns estudos mostram resultados equivalentes entre os dois tipos.

O tipo de enxerto muda conforme o esporte praticado?

Existem poucos estudos comparando enxertos dentro de uma única modalidade esportiva. Um deles, publicado em 2021 na revista Orthopaedic Journal of Sports Medicine, comparou o enxerto de tendão patelar com o de tendões flexores em jogadores de futebol, encontrando resultados muito semelhantes entre os dois grupos. Isso reforça que a escolha do enxerto costuma pesar mais o perfil individual do paciente do que uma regra fixa por esporte.

Existe um enxerto melhor para todos os casos?

Não. A decisão considera a experiência do cirurgião com cada técnica, a anatomia do paciente, o histórico de lesões prévias e o nível de exigência física das atividades praticadas. A fixação do enxerto ao osso também varia conforme a técnica e o material escolhido, usando parafusos de interferência, endobotões ou outros dispositivos, sempre com o objetivo de garantir estabilidade suficiente para a fase inicial de integração do enxerto ao túnel ósseo. Essa etapa técnica, embora pouco discutida fora do consultório, tem impacto direto na força inicial da reconstrução nos primeiros meses de recuperação. Por isso a definição do enxerto ideal é sempre discutida individualmente antes da cirurgia, e não segue uma resposta única válida para todos os pacientes.

Depois da cirurgia, independentemente do enxerto escolhido, o acompanhamento por imagem e exame físico ao longo dos meses ajuda a confirmar a boa integração do tecido e a liberar, com segurança, o retorno progressivo às atividades esportivas mais exigentes. Vale reforçar que nenhuma dessas opções é universalmente superior às demais. A conversa entre médico e paciente antes da cirurgia é o que define, de fato, qual enxerto equilibra melhor resistência, tempo de recuperação e perfil de atividade física de cada pessoa.

Perguntas frequentes

O enxerto autólogo dói mais que o homólogo?

O enxerto autólogo pode gerar algum desconforto na região doadora, como o joelho anterior no caso do tendão patelar, enquanto o homólogo não tem esse local doador. Essa diferença é considerada na conversa entre médico e paciente antes da cirurgia.

Atletas de alto rendimento usam um enxerto específico?

Não existe uma regra fechada. A escolha considera o histórico do atleta, a modalidade esportiva e a preferência técnica do cirurgião, sempre com base em evidências científicas disponíveis.

É possível trocar de enxerto em uma segunda cirurgia?

Sim. Em casos de nova cirurgia após falha da reconstrução original, a escolha do enxerto é reavaliada, considerando inclusive a causa da falha anterior.

Avaliação do enxerto ideal com o Dr. Luiz Gabriel

Dr. Luiz Gabriel Betoni Guglielmetti, CRM SP 117180, ortopedista com foco em cirurgia do joelho, avalia a idade, o nível de atividade física, o histórico de lesões prévias e a anatomia de cada paciente antes de indicar o enxerto mais adequado para a cirurgia do ligamento cruzado anterior. Essa decisão é sempre discutida individualmente, sem uma resposta padrão que sirva para todos os casos.

Entender as vantagens e desvantagens de cada tipo de enxerto ajuda o paciente a participar dessa conversa com mais clareza antes da cirurgia. Agende uma avaliação para discutir qual opção faz mais sentido para o seu caso.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.


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