HORÁRIO DE ATENDIMENTO
Segunda a sexta: das 7h30 às 19h30
(11) 94470-7006
Brooklin
(11) 97056-8157
Jardim Paulistano

Menisco: decifrando quando a cirurgia é a melhor opção

Postado em: 15/02/2024

Conteúdo revisado por Dr. Luiz Gabriel Betoni Guglielmetti, CRM SP 117180, ortopedista com foco em cirurgia do joelho.

Menisco: Decifrando quando a cirurgia é a melhor opção

Atualizado em 29 de julho de 2026.

Os meniscos são estruturas fibrocartilaginosas que amortecem o impacto entre o fêmur e a tíbia, distribuindo o peso corporal durante a caminhada, a corrida e atividades como subir e descer escadas. Quando lesionados, costumam causar dor localizada, inchaço e travamento do joelho, sintomas que impactam diretamente as atividades do dia a dia.

Nem toda lesão de menisco exige cirurgia. A decisão depende de fatores como a origem da lesão, sua localização, extensão e o quanto os sintomas mecânicos interferem na rotina do paciente. Entender esses critérios ajuda a esclarecer por que dois pacientes com lesões parecidas podem receber recomendações de tratamento diferentes.

Lesão traumática ou degenerativa: uma diferença que orienta a decisão

As lesões de menisco costumam ser divididas em dois grupos. As traumáticas ocorrem geralmente em pessoas mais jovens, durante uma torção do joelho em atividades esportivas ou movimentos bruscos, e tendem a ter um padrão de rasgo mais definido. Já as degenerativas surgem com o desgaste natural do tecido meniscal ao longo dos anos, sendo mais comuns após os 40 anos, e muitas vezes vêm acompanhadas de um processo de desgaste da cartilagem articular.

Essa distinção importa porque o menisco tem capacidade de cicatrização limitada, concentrada principalmente na região periférica, mais vascularizada. Lesões na região central, onde a irrigação sanguínea é escassa, têm menor potencial de cura espontânea e tendem a se beneficiar mais de uma abordagem cirúrgica quando os sintomas persistem.

Quando a cirurgia costuma ser indicada

Os sintomas mecânicos são um dos principais sinais de que a cirurgia pode ser necessária. Travamento do joelho, sensação de bloqueio ao estender a perna e dor que não responde à fisioterapia após um período adequado de tratamento conservador costumam indicar que o fragmento lesionado está interferindo no funcionamento normal da articulação.

A extensão do rasgo também influencia a decisão. Lesões pequenas e estáveis, sem sintomas mecânicos importantes, muitas vezes respondem bem ao tratamento conservador, com fisioterapia e fortalecimento muscular. Já lesões mais extensas, especialmente as que envolvem a raiz do menisco ou apresentam padrão em alça de balde, tendem a exigir avaliação cirúrgica mais precoce, já que o risco de agravamento é maior com o tempo.

Tipos de cirurgia de menisco e quando cada um se aplica

Existem diferentes técnicas cirúrgicas, e a escolha entre elas depende diretamente da localização e do padrão da lesão.

A meniscectomia parcial artroscópica remove apenas a porção danificada do menisco, sendo indicada principalmente para lesões degenerativas ou traumáticas na região central, onde a sutura não teria bom potencial de cicatrização. É a opção com recuperação mais rápida entre as três.

A reparação meniscal com sutura é indicada para rasgos na região periférica, mais vascularizada, principalmente em pacientes jovens e ativos. Por preservar a maior parte do tecido meniscal, costuma ser a abordagem preferida sempre que a localização e o padrão da lesão permitem, mesmo exigindo um pós-operatório com mais restrições.

A reinserção da raiz meniscal é indicada para lesões específicas na inserção do menisco, mais frequentes em pacientes jovens sem sinais de artrose. Essa cirurgia busca restaurar a função de amortecimento do menisco e prevenir o desgaste acelerado da cartilagem que costuma ocorrer quando a raiz permanece rompida.

O que considerar antes de decidir pela cirurgia

Idade, nível de atividade física, presença de desgaste articular associado e resposta ao tratamento conservador são fatores que, juntos, orientam a decisão entre operar ou continuar com acompanhamento clínico. Em pacientes mais jovens e ativos, há uma tendência de priorizar técnicas que preservem o menisco, já que sua remoção total está associada a maior risco de desgaste articular no longo prazo.

Como o exame de imagem ajuda nessa decisão

A ressonância magnética é o exame mais utilizado para avaliar a localização, extensão e padrão do rasgo meniscal, além de identificar lesões associadas em ligamentos e cartilagem. Essas informações, somadas ao exame físico e à evolução dos sintomas ao longo do acompanhamento clínico, formam a base sobre a qual o ortopedista discute com o paciente qual conduta faz mais sentido para o seu caso.

Perguntas frequentes

Toda lesão de menisco precisa de cirurgia?

Não. Lesões pequenas, estáveis e sem sintomas mecânicos importantes costumam responder bem ao tratamento conservador com fisioterapia. A cirurgia é considerada quando há travamento, bloqueio articular ou falha do tratamento não cirúrgico.

Qual a diferença entre meniscectomia e sutura do menisco?

A meniscectomia remove a parte danificada do menisco e tem recuperação mais rápida. A sutura preserva o tecido meniscal e é indicada principalmente para lesões na região periférica, mais vascularizada, exigindo um pós-operatório com mais cuidados.

Lesão degenerativa do menisco sempre precisa de cirurgia?

Não necessariamente. Muitas lesões degenerativas, especialmente as associadas a desgaste articular leve, são acompanhadas com tratamento conservador. A indicação cirúrgica depende da presença de sintomas mecânicos e da resposta à fisioterapia.

Avaliação da lesão de menisco com o Dr. Luiz Gabriel

Quem tem dor, travamento ou instabilidade no joelho por suspeita de lesão de menisco pode passar por avaliação com Dr. Luiz Gabriel Betoni Guglielmetti, CRM SP 117180, ortopedista com foco em cirurgia do joelho. A avaliação considera a origem da lesão, sua localização e o quanto os sintomas mecânicos interferem na rotina, antes de indicar entre acompanhamento conservador e cirurgia.

Cada tipo de cirurgia de menisco tem uma indicação específica, por isso o diagnóstico preciso é o que define o caminho mais adequado. Agende uma avaliação para entender qual conduta faz sentido para o seu joelho.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.


Esse post foi útil?

Clique nas estrelas

Média / 5. Votos:

Seja o primeiro a avaliar este post.