O Que É Melhor Após Cirurgia do Joelho: Muletas, Bengala ou Andador?
Postado em: 07/07/2025
Após uma Cirurgia do Joelho, o tipo de apoio utilizado na marcha influencia diretamente na segurança do paciente, na proteção da articulação operada e na eficácia da reabilitação.
As opções mais comuns incluem muletas, andador e bengala — cada uma com suas indicações específicas.
A seguir, saiba o que deve ser considerado para essa decisão!
Qual o melhor tipo de apoio após uma cirurgia do joelho?
A escolha entre muletas, andador e bengala não deve ser feita de forma aleatória.

Ela depende do tipo de cirurgia realizada, da fase da recuperação, da estabilidade do paciente ao caminhar e, sobretudo, da orientação do cirurgião ortopedista ou fisioterapeuta responsável.
Entender como cada dispositivo atua na recuperação é fundamental para evitar complicações, como sobrecarga precoce, quedas ou atrasos no processo de cicatrização.
Por isso, abordo aqui as recomendações gerais, com base nos tipos de cirurgia do joelho mais frequentes, como artroplastias, artroscopias e reconstruções ligamentares.
Essas considerações não substituem a análise específica do seu caso para a indicação mais correta. Entre em contato e agende uma consulta para conversarmos!
O uso de muletas
As muletas são o apoio mais utilizado em cirurgias que exigem restrição de carga no joelho operado.
Isso ocorre porque elas proporcionam suporte e equilíbrio significativos, permitindo o alívio completo ou parcial do peso sobre o membro inferior.
Existem dois tipos principais:
- Muletas axilares: fornecem maior estabilidade, especialmente indicadas nos primeiros dias após cirurgias mais complexas.
- Muletas canadenses (antebraço): oferecem mais liberdade de movimento e são preferidas quando o paciente já apresenta maior controle motor e equilíbrio.
As muletas são especialmente recomendadas em:
- Reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA): geralmente usado por duas semanas, com progressão de duas para uma muleta conforme o conforto do paciente.
- Reconstrução do ligamento cruzado posterior (LCP): usadas por 4 a 6 semanas, sempre acompanhadas de imobilizador.
- Artroscopia do joelho: utilizadas por 1 a 2 semanas, com progressão gradual conforme a segurança na marcha.
Essas indicações visam preservar a integridade do enxerto, permitir a cicatrização dos tecidos e evitar estresse desnecessário sobre o joelho operado.
O uso de andador
O andador é indicado principalmente para pacientes que necessitam de mais estabilidade e suporte, como idosos ou indivíduos com dificuldades de equilíbrio.
Ele pode ser introduzido já nos primeiros dias após cirurgias mais invasivas e é especialmente útil na transição das muletas para a marcha autônoma.
Na artroplastia do joelho, por exemplo, o andador costuma ser utilizado entre 3 a 6 semanas.
Nessa cirurgia, muitas vezes o paciente já pode apoiar o peso no segundo dia pós-operatório com auxílio do andador, o que favorece a mobilidade precoce e a prevenção de complicações, como trombose.
As vantagens do andador incluem:
- Maior base de apoio, reduzindo o risco de quedas;
- Distribuição uniforme do peso, especialmente importante em pacientes com musculatura enfraquecida;
- Confiança aumentada na fase inicial de reabilitação, quando a marcha ainda é insegura.
O andador pode ser substituído por uma bengala ou mesmo dispensado após algumas semanas, conforme a evolução da estabilidade e força muscular.
O uso de bengala
A bengala é indicada em fases mais avançadas da reabilitação, quando o paciente já consegue caminhar com maior segurança, mas ainda apresenta alguma instabilidade ou receio ao apoiar completamente o peso no joelho operado.
Ela serve como um apoio parcial e psicológico, evitando sobrecarga assimétrica ou desequilíbrios compensatórios.
A introdução da bengala ocorre normalmente após:
- Uso prévio de muletas, como no caso de artroscopia ou cirurgia de LCA;
- Uso de andador por algumas semanas, como nos casos de prótese total de joelho.
O paciente deve ser orientado a usar a bengala no lado oposto ao joelho operado, garantindo maior equilíbrio e uma marcha funcional.
É comum que, com o avanço da reabilitação e o fortalecimento da musculatura, o uso da bengala seja descontinuado de forma natural.
Essas são algumas considerações gerais sobre o uso de apoios após uma cirurgia do joelho, mas o aconselhamento de um especialista especificamente para o seu caso é essencial para garantir sua segurança e os melhores resultados possíveis de recuperação.
Se você foi indicado para a realização de uma cirurgia de joelho, agende uma consulta para conversarmos! Vamos entender os melhores cuidados para o seu caso.
Dr. Luiz Gabriel Guglielmetti
Ortopedista de Joelho
CRM-SP: 117180
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