Dores comuns após colocação de prótese de joelho
Postado em: 20/11/2023
Conteúdo revisado por Dr. Luiz Gabriel Betoni Guglielmetti, CRM SP 117180, ortopedista com foco em cirurgia do joelho.

Atualizado em 29 de julho de 2026.
A dor depois da cirurgia de prótese de joelho costuma diminuir progressivamente nas primeiras semanas de recuperação. Um desconforto residual nesse período é esperado e faz parte do processo de cicatrização dos tecidos e adaptação da articulação ao implante. Porém, alguns quadros de dor fogem desse padrão e merecem atenção, pois podem indicar uma complicação que precisa de avaliação médica.
As complicações da cirurgia de prótese de joelho costumam ser organizadas em dois grupos: as agudas, que aparecem nos primeiros dois meses após o procedimento, e as tardias, que surgem meses ou até anos depois. Entender essa divisão ajuda o paciente a reconhecer quando a dor faz parte da recuperação normal e quando ela sinaliza algo que precisa ser investigado.
Infecção na prótese de joelho: o principal sinal de alerta no pós-operatório recente
A infecção é a complicação aguda mais relevante depois da colocação da prótese de joelho. Ela ocorre quando bactérias, geralmente presentes na própria pele do paciente, contaminam a articulação e aderem à superfície do implante. Em algumas situações, bactérias do ambiente hospitalar também podem estar envolvidas.
Os sintomas de infecção na prótese de joelho costumam começar a partir do quarto dia depois da cirurgia, mas nem sempre são evidentes logo de início. Em muitos casos, os sinais são discretos e a confirmação diagnóstica só acontece duas a três semanas após o procedimento. Entre os sinais que merecem atenção estão dor que piora em vez de melhorar, vermelhidão e calor na região operada, inchaço fora do esperado, secreção na incisão e febre.
Existe ainda a infecção tardia, que pode aparecer meses ou anos depois de uma cirurgia que inicialmente evoluiu sem intercorrências. Nesses casos, bactérias presentes na corrente sanguínea, originadas de outro foco no corpo, como uma infecção dentária ou urinária, se alojam no joelho protetizado. Por isso, qualquer procedimento odontológico ou tratamento de infecção em outra parte do corpo deve ser informado ao ortopedista responsável pelo acompanhamento.
Quando a bactéria no joelho é confirmada, o tratamento pode envolver antibióticos, limpeza cirúrgica da articulação e, em alguns casos, a retirada da prótese infectada para controle definitivo do quadro antes de uma nova reconstrução.
Complicações tardias: soltura da prótese e fraturas periprotéticas
Além da infecção tardia, duas outras situações podem causar dor meses ou anos após a cirurgia. A soltura da prótese costuma ocorrer entre quinze e vinte anos depois do procedimento, embora possa acontecer antes disso dependendo do nível de atividade e desgaste do implante. O principal sintoma é a dor progressiva, e o tratamento definitivo é a troca da prótese.
As fraturas periprotéticas acontecem no osso ao redor do implante, geralmente após uma queda ou trauma direto. Dependendo da localização e da estabilidade da prótese, o tratamento pode ser feito preservando o implante original ou pode exigir sua substituição.
Também existe uma parcela de pacientes que sente uma dor residual sem causa identificada, geralmente bem mais leve do que a dor sentida antes da cirurgia. Esse quadro é acompanhado clinicamente e, na maioria das vezes, não representa risco à função da prótese.
Como diferenciar dor normal de recuperação de um sinal de complicação
Nas primeiras semanas após a cirurgia, é comum sentir inchaço, rigidez matinal e dor ao iniciar a fisioterapia, especialmente durante os exercícios de ganho de amplitude de movimento. Esse tipo de desconforto tende a melhorar de forma gradual, dia após dia, à medida que a musculatura se fortalece e o joelho se adapta ao novo implante.
Já a dor que aumenta progressivamente, que não responde aos analgésicos prescritos, ou que vem acompanhada de febre, vermelhidão intensa e secreção pela incisão, foge do padrão esperado de recuperação. Nesses casos, o contato com o ortopedista responsável não deve ser adiado, pois o diagnóstico precoce de uma infecção facilita o tratamento e reduz o risco de complicações mais graves, incluindo a necessidade de novas cirurgias.
Pacientes com diabetes, obesidade ou outras condições que afetam a cicatrização merecem atenção redobrada nesse período, já que apresentam maior propensão a complicações infecciosas. O acompanhamento regular com o cirurgião, mesmo após a alta hospitalar, permite identificar precocemente qualquer sinal fora do esperado.
Perguntas frequentes
Quantos dias após a cirurgia a infecção pode aparecer?
Nos quadros agudos, os sintomas costumam surgir a partir do quarto dia após a cirurgia, mas o diagnóstico definitivo pode levar de duas a três semanas para ser confirmado, já que os sinais nem sempre são evidentes logo no início.
É possível ter infecção anos depois da cirurgia?
Sim. A infecção tardia ocorre quando bactérias de outro foco no organismo chegam ao joelho pela corrente sanguínea, mesmo anos após uma cirurgia sem complicações iniciais.
A retirada da prótese infectada é sempre necessária?
Não. A conduta depende da gravidade da infecção e do tempo de evolução do quadro. Em alguns casos, antibióticos associados à limpeza cirúrgica resolvem o problema sem a necessidade de remover o implante.
Avaliação da prótese de joelho com o Dr. Luiz Gabriel
Quem sente dor persistente ou sinais de alerta após a cirurgia de prótese de joelho pode passar por avaliação com Dr. Luiz Gabriel Betoni Guglielmetti, CRM SP 117180, ortopedista com foco em cirurgia do joelho. A avaliação considera o tempo desde a cirurgia, o padrão da dor e os sinais encontrados no exame físico para diferenciar recuperação normal de uma complicação.
Identificar precocemente uma infecção ou outra complicação facilita o tratamento e reduz o risco de intervenções mais complexas mais adiante. Agende uma avaliação para esclarecer o que está causando a dor no seu joelho.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.
