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Artroplastia de joelho: passo a passo e recuperação

Postado em: 08/05/2025

Conteúdo revisado por Dr. Luiz Gabriel Betoni Guglielmetti, CRM SP 117180, ortopedista com foco em cirurgia do joelho.

Artroplastia de joelho: etapas da cirurgia e recuperação

Atualizado em julho de 2026.

As técnicas de artroplastia do joelho evoluíram muito nas últimas décadas, com ganhos em segurança e em previsibilidade da recuperação. O procedimento é indicado em casos avançados de artrose, quando os tratamentos conservadores deixaram de controlar a dor e a limitação funcional.

O que muda com a personalização do implante

Um dos avanços mais relevantes está na variedade de materiais e modelos disponíveis. A escolha do implante deixou de ser padronizada e passa a considerar o alinhamento do membro, a qualidade óssea e o nível de atividade de cada paciente.

Essa personalização não elimina riscos nem garante resultado, mas amplia as opções técnicas do cirurgião diante de anatomias diferentes, algo que há décadas simplesmente não existia.

Como a cirurgia é realizada

A artroplastia total do joelho é feita em centro cirúrgico, com anestesia adequada, e dura em média de uma a duas horas.

O procedimento começa com a incisão na região anterior do joelho e o acesso à articulação comprometida. Em seguida vem a remoção das superfícies danificadas do fêmur, da tíbia e, quando necessário, da patela. Os componentes metálicos femoral e tibial são posicionados junto ao componente de polietileno, seguidos da cimentação e da verificação da estabilidade da articulação. A conferência da estabilidade antes do fechamento é etapa central, porque é ela que define como o joelho vai se comportar na marcha. O procedimento se encerra com o fechamento da incisão e curativo estéril.

Os primeiros dias no hospital

Logo após a cirurgia, o paciente permanece com o joelho estendido, usando gelo e medicação para dor. Movimentar o pé já no primeiro dia é uma orientação importante, porque a movimentação da panturrilha ajuda no retorno venoso e reduz o risco de trombose. Em alguns casos, o paciente passa a noite em observação na UTI por precaução.

No dia seguinte já ocorre a ida ao banheiro com auxílio e o início da fisioterapia com exercícios leves. No segundo dia, a reabilitação avança para o treino de marcha com andador, mantendo a analgesia e reforçando os cuidados com o curativo. No terceiro dia, se o paciente estiver confortável e seguro, a alta hospitalar pode ser indicada.

A fisioterapia depois da alta

Em casa, o acompanhamento segue com orientações sobre medicação, exercícios e cuidados com o curativo impermeável, que permite banho sem proteção adicional. A fisioterapia deve começar imediatamente, com foco inicial em controle da dor, ganho de mobilidade com segurança, exercícios isométricos e reeducação da marcha com apoio.

O foco da reabilitação muda conforme as semanas passam: a partir do segundo mês entram exercícios de fortalecimento mais intensos, e por volta do quarto mês começa o treino de equilíbrio e propriocepção. De forma geral, espera-se que o paciente volte a andar sem mancar entre quatro e oito semanas após a colocação da prótese, com a funcionalidade melhorando gradualmente até o quarto mês, quando é possível avaliar o resultado alcançado.

Durabilidade e acompanhamento a longo prazo

As próteses atuais têm durabilidade estimada em até 20 anos, com registros de implantes funcionando por até 30 anos, especialmente nos modelos mais recentes. Essa variação depende do peso corporal, do nível de atividade e das características ósseas de cada paciente.

Manter consultas regulares com radiografias de controle é o que permite identificar sinais precoces de desgaste ou soltura do implante, antes que apareçam sintomas mais intensos. Identificada a soltura, pode ser indicada a revisão da prótese, procedimento tecnicamente mais complexo e que exige planejamento cuidadoso.

Por que a artroplastia é a última etapa do tratamento

Antes de chegar à cirurgia, o paciente já passou pelas tentativas de tratamento conservador. A indicação surge quando a dor não melhora mesmo com fisioterapia e fortalecimento muscular, e a limitação passa a comprometer as atividades do dia a dia.

Essa sequência não é burocracia. Como a prótese tem vida útil e a cirurgia de revisão é mais complexa que a primeira, faz sentido esgotar as alternativas antes de indicar o implante, sem por outro lado adiar tanto que o paciente perca força muscular e amplitude de movimento, o que dificulta a reabilitação depois.

Cuidados que reduzem risco de complicação

Algumas medidas no perioperatório têm impacto direto na segurança do procedimento. A profilaxia antibiótica, a prevenção de trombose com medicação e mobilização precoce, e o controle glicêmico em pacientes diabéticos estão entre os cuidados de rotina que reduzem a chance de infecção do implante e de eventos tromboembólicos.

Do lado do paciente, dois pontos pesam: tratar focos infecciosos antes da cirurgia, incluindo problemas dentários e urinários, e interromper o tabagismo, já que ele prejudica a cicatrização. Nenhuma dessas medidas elimina o risco, mas todas reduzem a probabilidade de um problema que compromete o resultado da cirurgia.

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Perguntas frequentes

Quanto tempo dura a cirurgia de artroplastia?

Em média de uma a duas horas, variando conforme a complexidade do caso e a necessidade de correções adicionais durante o procedimento.

Quando o paciente volta a andar?

O treino de marcha com andador começa já no segundo dia de internação. Andar sem mancar costuma ocorrer entre quatro e oito semanas, dependendo da evolução individual e da adesão à fisioterapia.

A prótese de joelho precisa ser trocada?

Não necessariamente. A durabilidade estimada é de até 20 anos, e há implantes funcionando por mais tempo. A troca é indicada quando ocorre soltura ou desgaste identificado no acompanhamento.

Preciso de fisioterapia mesmo depois de andar bem?

Sim. O trabalho de fortalecimento e propriocepção segue por meses após a marcha se normalizar, e é essa fase que consolida a estabilidade e a função do joelho operado.

Avaliação para artroplastia de joelho com o Dr. Luiz Gabriel

Definir se a artroplastia é o caminho para o seu caso depende de verificar o grau de comprometimento articular e o que já foi tentado antes, considerando também as condições clínicas para o procedimento.

Se você convive com dor no joelho e dificuldade de locomoção mesmo depois de outras abordagens, agende uma avaliação.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.


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