Prótese de joelho em São Paulo: tipos, indicação e recuperação
Postado em: 13/10/2025
Conteúdo revisado por Dr. Luiz Gabriel Betoni Guglielmetti, CRM SP 117180, ortopedista com foco em cirurgia do joelho.

Atualizado em julho de 2026.
A prótese de joelho é indicada para pacientes com dor intensa e limitação funcional causadas por artrose avançada ou outras condições degenerativas da articulação. Este conteúdo reúne o que costuma pesar na decisão: quando o procedimento é indicado, quais tipos existem, o que esperar da recuperação e como funciona a avaliação em São Paulo.
Quando a prótese de joelho é indicada
A prótese é um implante que substitui a superfície da articulação danificada. A indicação principal é a artrose avançada, quando há desgaste difuso da cartilagem, dor constante, inflamação recorrente e dificuldade para andar.
Antes da cirurgia, o paciente passa por avaliação clínica completa, com exames laboratoriais, cardiológicos e de imagem. É necessário estar sem infecções ativas e, sempre que possível, fazer fortalecimento muscular e ganho de mobilidade antes do procedimento, o que tende a facilitar a fase inicial da recuperação. Para entender os sinais que apontam esse momento, veja também quando colocar prótese de joelho.
Os tipos de prótese e para que serve cada um
A escolha do modelo depende do grau de degeneração e das características de cada paciente. A prótese primária, também chamada de não constrita, é indicada para artrose convencional, quando os ligamentos periféricos estão preservados, e é a que tende a ter maior durabilidade.
A prótese semi-constrita, usada em revisões, é indicada diante de grandes deformidades, falhas ósseas ou troca de implante. Ela oferece mais estabilidade, com durabilidade em geral menor. A prótese constrita, conhecida como hinge ou de dobradiça, entra quando não há ligamentos periféricos funcionais: oferece estabilidade total, também com menor longevidade. Já a prótese não convencional ou tumoral é aplicada em ressecções extensas, geralmente por tumores, quando nenhum outro tipo é viável.
Prótese parcial: quando a substituição é limitada
Não toda artrose exige substituir a articulação inteira. Quando o desgaste está restrito a um dos compartimentos do joelho, a prótese unicompartimental substitui apenas aquela região e preserva o restante da articulação.
Essa opção depende de dois requisitos: desgaste localizado confirmado em exames de imagem e bom alinhamento do membro, já que a prótese parcial não corrige deformidades importantes. Fora desses casos, a prótese total continua sendo a indicação.
O que esperar da recuperação
Depois da artroplastia, o paciente inicia fisioterapia precoce para ganho de movimento, fortalecimento e treino de marcha. A alta hospitalar geralmente ocorre entre o segundo e o terceiro dia de pós-operatório.
A recuperação funcional se estende por meses, e o resultado observado depende tanto da técnica cirúrgica quanto da adesão do paciente à reabilitação. A durabilidade média do implante é de cerca de 20 anos, variando entre 10 e 30 anos conforme o tipo de prótese, o peso corporal e o nível de atividade.
Riscos que precisam entrar na conversa
Como qualquer cirurgia de grande porte, a artroplastia tem riscos que merecem ser discutidos antes da decisão. Infecção do implante, soltura da prótese, trombose venosa e complicações relacionadas à anestesia estão entre eles, e a probabilidade varia conforme idade, comorbidades e condições clínicas de cada paciente.
Justamente por isso a avaliação pré-operatória envolve outros especialistas, e não apenas o ortopedista. Conhecer os riscos não é motivo para desistir, mas é parte de uma decisão bem informada.
Avaliação em São Paulo
O Dr. Luiz Gabriel Betoni Guglielmetti, CRM SP 117180, é ortopedista com foco em cirurgia do joelho, com mestrado, doutorado e pós-doutorado pela Santa Casa de São Paulo e formação complementar pela Harvard Medical School.
O atendimento é feito em consultório em São Paulo, e a avaliação inclui exame físico, análise dos exames de imagem e discussão das alternativas disponíveis para o seu caso, incluindo os cenários em que a cirurgia ainda não é a melhor opção.
O que fazer antes de decidir pela cirurgia
Antes de a prótese entrar em discussão, algumas frentes precisam ter sido realmente trabalhadas. Fisioterapia conduzida de forma consistente, controle de peso e ajuste da rotina de atividades costumam produzir melhora funcional relevante mesmo em joelhos com desgaste avançado, e é por isso que essas medidas antecedem a cirurgia.
Quando essas alternativas já foram esgotadas e a dor segue limitando o dia a dia, a conversa muda de rumo. Chegar à consulta com o histórico do que foi tentado, por quanto tempo e com qual resultado torna a avaliação mais objetiva e reduz o risco de indicar uma cirurgia que ainda poderia ser postergada.
Perguntas frequentes
Existe idade certa para colocar uma prótese de joelho?
Não existe idade exata. A indicação depende do grau de artrose e da limitação funcional, não da idade em si. Ainda assim, como a prótese tem vida útil, a idade entra na conta ao estimar a chance de uma revisão futura.
Quais atividades ficam limitadas depois da prótese?
Atividades de alto impacto e com mudança brusca de direção não são recomendadas. Caminhada, bicicleta, hidroginástica, pilates e musculação costumam ser bem toleradas.
O joelho recupera o movimento completo?
O ganho de movimento costuma ser importante, mas não necessariamente total. A amplitude final depende da condição prévia do joelho e da reabilitação realizada.
Como é a recuperação nas primeiras semanas?
Começa ainda no hospital, com fisioterapia desde o primeiro dia. O uso de andador é necessário por algumas semanas, com progressão conforme a força muscular e a segurança na marcha.
Avaliação para prótese de joelho com o Dr. Luiz Gabriel
Definir se a prótese é indicada no seu caso, e qual modelo faz sentido, depende de avaliar o grau de desgaste, o alinhamento do membro e as suas condições clínicas para a cirurgia.
Se você convive com dor constante no joelho e já não encontra alívio em outros tratamentos, agende uma avaliação.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.
