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Entendendo a lesão parcial do LCA: perspectivas e tratamentos

Postado em: 22/02/2024

Entendendo a lesão parcial do LCA: Perspectivas e tratamentos

O ligamento cruzado anterior (LCA) é uma estrutura de colágeno que conecta o fêmur à tíbia, assegurando a união dos ossos e a estabilidade do joelho. Posicionado diagonalmente, o LCA impede que a tíbia deslize na frente do fêmur e proporciona estabilidade rotacional do joelho. Quando lesionado, sua capacidade de cicatrização é limitada, resultando em instabilidade articular.

Causas da lesão do LCA

O ligamento cruzado anterior pode ser lesionado de várias formas, incluindo:

  • Mudança rápida de direção.
  • Parada súbita.
  • Desaceleração enquanto corre.
  • Aterrissagem inadequada após um salto.
  • Contato direto ou colisão durante um jogo de futebol. 
  • Trauma durante atividades domésticas. 

Lesão parcial do LCA

A lesão do ligamento cruzado anterior provoca instabilidade no joelho, causando a sensação de que o joelho está “solto”. Esse fato pode aumentar o risco de novas torções, que por sua vez podem levar a lesões dos meniscos e até ao desenvolvimento de artrose. No entanto, em alguns casos de lesões parciais ou completas do LCA, a instabilidade não é tão perceptível em atividades cotidianas ou mesmo em esportes, como futebol e basquete.

O tratamento para ruptura do LCA varia de acordo com as necessidades individuais do paciente. Um jovem atleta envolvido em esportes de agilidade provavelmente necessitará de cirurgia para retornar com segurança aos esportes. Um indivíduo mais velho e menos ativo pode voltar a um estilo de vida tranquilo sem cirurgia. 

A decisão pela cirurgia em casos de lesões parciais baseia-se no grau de instabilidade (avaliado clinicamente por manobras ortopédicas específicas) e nas queixas de instabilidade nas atividades diárias. Indivíduos com alta demanda esportiva têm maior inclinação à cirurgia, mesmo em lesões parciais, para prevenir novas torções e lesões do menisco e cartilagem.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da lesão parcial do LCA começa com uma avaliação clínica detalhada. O ortopedista investiga o mecanismo da lesão (como o joelho torceu, se houve estalo audível, se o inchaço surgiu logo em seguida) e realiza manobras específicas para testar a estabilidade do joelho, como o teste de Lachman e a gaveta anterior.

Como esses testes podem ter resultado duvidoso em lesões parciais, justamente por parte do ligamento ainda estar íntegro, a ressonância magnética é o exame de imagem indicado para confirmar a extensão da lesão, identificar se há comprometimento de outras estruturas (como meniscos e cartilagem) e orientar a decisão terapêutica.

Tratamento conservador e reabilitação

Quando a opção é o tratamento sem cirurgia, o foco do acompanhamento está na fisioterapia, com fortalecimento muscular (principalmente do quadríceps e posteriores da coxa) e treino de propriocepção, ou seja, do controle e equilíbrio da articulação. O objetivo é compensar a instabilidade gerada pela lesão parcial por meio do controle neuromuscular.

O acompanhamento regular é importante mesmo para quem segue sem cirurgia, já que episódios repetidos de instabilidade podem, ao longo do tempo, lesionar meniscos e cartilagem. Por isso, sentir o joelho falhar durante caminhadas, esportes ou outras atividades é sinal de que vale reavaliar o caso com o ortopedista.

Para avaliar o grau da lesão e definir o tratamento mais adequado ao seu caso, entre em contato pelo WhatsApp.

Dr. Luiz Gabriel Guglielmetti
Ortopedista de Joelho
CRM-SP: 117.180

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação presencial com um ortopedista.


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