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Lesão do LCA: quando ela gera instabilidade e exige cirurgia?

Postado em: 07/09/2022

Conteúdo revisado por Dr. Luiz Gabriel Betoni Guglielmetti, CRM SP 117180, ortopedista com foco em cirurgia do joelho.

Lesão do LCA: quando ela gera instabilidade e exige cirurgia?

Atualizado em julho de 2026.

O ligamento cruzado anterior (LCA) estabiliza o joelho em movimentos de mudança de direção. Sua ruptura costuma acontecer após uma torção, no mecanismo em que o corpo gira enquanto o pé permanece fixo no chão, e por isso os atletas de esportes com essa exigência são os mais afetados. Para entender o mecanismo da lesão em detalhe, veja o que causa a lesão do LCA. Aqui, o foco é o que acontece depois da ruptura e quando ela realmente exige cirurgia.

Por que a ausência do LCA causa instabilidade?

Sem o ligamento cruzado anterior, o joelho perde parte da sua estabilidade rotacional. Isso faz com que a pessoa passe a sofrer torções de repetição, que ao longo do tempo acabam lesionando outras estruturas, como meniscos e cartilagem. É esse ciclo de instabilidade e lesões secundárias que mais preocupa na lesão crônica do LCA, mais do que a ruptura isolada em si.

Toda lesão do LCA causa instabilidade?

Não. Existem pessoas com lesão parcial ou até completa do LCA que não sentem instabilidade nas atividades do dia a dia nem durante a prática esportiva, mas essas situações são exceção, não regra. A maioria dos pacientes com ruptura completa percebe o joelho “falseando” em algum momento, principalmente em movimentos de giro ou desaceleração brusca.

O que acontece se a cirurgia for adiada em quem tem instabilidade?

Quem convive com instabilidade e adia a cirurgia corre maior risco de sofrer novos episódios de torção, mesmo em atividades simples do dia a dia. Cada novo episódio de instabilidade pode lesionar estruturas que antes estavam saudáveis, principalmente os meniscos, que têm papel importante na proteção da cartilagem. Por isso, quanto mais tempo a instabilidade persiste sem tratamento, maior a chance de o paciente chegar à cirurgia com lesões associadas que não existiam no momento da lesão original do LCA.

Quando a cirurgia é indicada?

A cirurgia de reconstrução do LCA é indicada principalmente para quem apresenta instabilidade nas atividades diárias ou pretende praticar esportes de risco, com mudança de direção ou contato físico. Quem não sente instabilidade e não pratica esse tipo de atividade pode, em alguns casos, ser acompanhado sem cirurgia, mas essa decisão precisa ser feita caso a caso, com avaliação clínica detalhada.

Esportes de pivô exigem atenção redobrada

Modalidades chamadas de esportes de pivô, que exigem mudança brusca de direção e desaceleração rápida, como futebol, basquete e handebol, concentram os casos em que a instabilidade se manifesta com mais clareza. Já atividades sem mudança de direção, como corrida em linha reta ou ciclismo, costumam ser mais bem toleradas mesmo na ausência do LCA, o que também entra na decisão sobre a necessidade de cirurgia.

Como funciona o acompanhamento de quem opta por não operar?

Quem decide não operar, por não apresentar instabilidade relevante, ainda precisa de acompanhamento periódico. O foco nesse acompanhamento é o fortalecimento muscular contínuo do quadríceps e dos isquiotibiais, que ajuda a compensar parcialmente a ausência do ligamento, e a atenção a qualquer sinal novo de falseio, que pode indicar a necessidade de reavaliar a decisão inicial. Mudanças no nível de atividade física, como o início de um esporte de pivô, também costumam ser motivo para reavaliar se a cirurgia passa a ser indicada.

Perguntas frequentes

É possível viver sem o LCA, sem operar?

Em casos selecionados, sim, principalmente quando não há instabilidade nas atividades do dia a dia. Ainda assim, o risco de lesões secundárias de menisco e cartilagem existe e deve ser discutido com o ortopedista.

Quanto tempo depois da lesão a cirurgia pode ser feita?

Não existe um prazo rígido. A decisão depende mais da presença de instabilidade e do objetivo do paciente do que do tempo decorrido desde a lesão.

Lesão parcial do LCA sempre precisa de cirurgia?

Não necessariamente. Lesões parciais sem instabilidade podem, em alguns casos, ser tratadas sem cirurgia, com fortalecimento muscular guiado por avaliação especializada.

Avaliação de lesão do LCA com o Dr. Luiz Gabriel

Entender se a lesão do LCA está causando instabilidade é o principal critério para decidir entre tratamento cirúrgico e não cirúrgico.

Se você sente o joelho instável ou “falseando” após uma lesão do LCA, agende uma avaliação para definir o melhor caminho para o seu caso.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.


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